A voz de Maria José dos Santos, de 58 anos, treme quando ela começa a lembrar do que viveu nos últimos sete anos. Não é exagero. Não é drama. É o relato cru de uma mulher que, segundo suas próprias palavras, "já tinha morrido por dentro" — e que só continuava respirando por causa do neto de 6 anos.
Sentada na varanda de sua casa no bairro Padre Eustáquio, em Belo Horizonte, dona Maria José fala com os olhos marejados. Ao seu lado, a filha Cláudia Santos, de 34 anos, segura a mão da mãe enquanto confirma cada palavra. "Tudo que ela tá contando é verdade. A gente viveu um inferno", diz Cláudia.
O diagnóstico de diabetes tipo 2 veio há sete anos. Mas o verdadeiro pesadelo começou depois.
"Eu acordava e já queria que o dia acabasse"
Maria José descreve sua rotina com uma precisão dolorosa. Cada detalhe revela uma vida que, aos poucos, foi sendo consumida pela doença — até não sobrar quase nada.
"Eu abria os olhos de manhã e já sentia o peso. Não era peso no corpo — era peso na alma. Eu olhava pro teto e pensava: 'Mais um dia disso'. Minhas pernas doíam tanto que eu precisava de 10, 15 minutos só pra conseguir sentar na cama. Levantar de pé então? Tinha dia que eu simplesmente não conseguia. Eu ficava ali, deitada, chorando baixinho pra ninguém ouvir."
Segundo a aposentada, o simples ato de tomar banho se tornou uma das tarefas mais humilhantes do seu dia a dia:
"Eu entrava no banheiro e já ficava sem ar. A água quente me dava tontura. Eu tinha que sentar no chão do box — no chão, como uma criança — porque não aguentava ficar de pé. Teve uma vez que eu caí. Bati a cabeça na parede e fiquei ali, nua, molhada, no chão do banheiro, sem conseguir levantar. Gritei por socorro e ninguém ouviu. Fiquei 40 minutos ali. Quarenta minutos. Foi o dia mais humilhante da minha vida."
"Meus pés queimavam como se eu tivesse pisando em brasa o dia inteiro", relata Maria José sobre a neuropatia diabética. (Foto ilustrativa)
A dor que nunca parava
Mas o cansaço era apenas uma parte do calvário. A neuropatia diabética — complicação que afeta os nervos — transformou as mãos e os pés de Maria José em fontes constantes de agonia.
"Imagina enfiar suas mãos dentro de um formigueiro e não poder tirar. É isso que eu sentia. O dia inteiro. A noite inteira. Sem parar. Meus pés então... era como pisar em vidro moído. Eu usava três pares de meia e ainda assim sentia. Chorava de dor andando dentro da minha própria casa. Tinha noite que eu não dormia UM MINUTO. Ficava a madrugada inteira sentada na cama, balançando o corpo pra frente e pra trás, chorando, pedindo a Deus que tirasse aquela dor."
"Eu parei de costurar — que era a coisa que eu mais amava no mundo. Minhas mãos tremiam e formigavam tanto que eu não segurava a agulha. Tentei uma vez e a agulha entrou no meu dedo e eu nem senti, porque meus dedos já estavam dormentes. Só vi o sangue. Ali eu entendi que tinha perdido mais um pedaço de mim."
Prisioneira dentro da própria casa
Com o tempo, Maria José parou de sair. Completamente. O medo de passar mal em público, somado à exaustão e à dor, a trancou dentro de quatro paredes.
"A última vez que eu fui no supermercado sozinha foi há quase três anos. Eu estava no corredor dos enlatados quando tudo começou a rodar. Minha visão ficou escura nas bordas, como se eu estivesse entrando num túnel. Eu me agarrei no carrinho com as duas mãos, mas minhas pernas amoleceram. Uma mulher que eu nunca vi na vida me segurou antes de eu cair no chão. Ela chamou socorro, veio gente, todo mundo olhando... Eu estava ali, no meio do supermercado, sem conseguir ficar de pé, com as pessoas olhando com pena. Pena. É a pior coisa que alguém pode sentir por você."
"Depois daquele dia eu nunca mais saí sozinha. Nunca mais. Eu dependia da minha filha pra tudo. Pra ir no médico, pra ir na farmácia, pra comprar pão. Eu me sentia um fardo. Um peso na vida dela. Ela tinha a vida dela, o trabalho dela, e tinha que ficar cuidando de mim como se eu fosse uma inválida. E o pior é que eu era."
O isolamento tomou conta: Maria José passou quase 2 anos sem sair de casa, sem ver amigas, sem ir à igreja. (Foto: Arquivo da família)
"Meu neto me pedia pra brincar e eu não conseguia"
É neste ponto da entrevista que Maria José para de falar por quase um minuto. Cláudia aperta a mão da mãe. O silêncio diz mais do que qualquer palavra.
"O Pedro — meu neto — chegava na minha casa todo sábado. Ele tem 6 anos. Ele puxava minha mão e falava: 'Vovó, vem brincar comigo, vovó!' E eu olhava pra ele... pra aqueles olhinhos brilhando... e eu não conseguia. Eu não conseguia levantar do sofá. Eu não conseguia sentar no chão com ele. Eu não conseguia correr atrás dele no quintal. Eu abraçava ele e falava: 'A vovó tá dodói, meu amor.' E ele fazia um carinho no meu rosto com aquela mãozinha pequena e falava: 'Fica boa logo, vovó.' Eu esperava ele ir embora pra chorar. Chorava horas."
"Teve um sábado que ele trouxe um desenho da escola. Era um desenho da família. Tinha o pai, a mãe, ele... e eu. Mas no desenho eu estava deitada na cama. Ele me desenhou deitada na cama. É assim que meu neto me via. Não como uma avó que brinca, que cozinha, que leva no parque. Ele me via como uma pessoa doente deitada numa cama. Naquele dia eu tranquei no quarto e chorei até não ter mais lágrima."
"Eu pedia a Deus pra me levar"
A reportagem pergunta a Maria José sobre o momento mais difícil de todos. Ela respira fundo, olha para baixo e fala com a voz quase inaudível:
"Eu vou ser honesta com vocês. Teve noites que eu deitava na cama, com o corpo todo doendo, sem conseguir dormir, e eu pedia a Deus: 'Senhor, se for pra viver assim, me leva. Me leva porque eu não aguento mais.' Eu não queria morrer. Eu queria parar de sofrer. São coisas diferentes. Eu queria viver — mas viver de verdade. Não aquilo que eu tinha. Aquilo não era vida. Era castigo."
De acordo com o endocrinologista Dr. Ricardo Mendes, relatos como o de Maria José são mais comuns do que a maioria das pessoas imagina. "Estima-se que 14 milhões de brasileiros vivam com diabetes tipo 2, e uma parcela significativa sofre com neuropatia, fadiga crônica e perda completa de qualidade de vida. Muitos chegam a quadros depressivos graves por acreditarem que não existe mais solução", alerta o médico.
A descoberta que mudou tudo
Foi justamente a filha Cláudia quem se recusou a aceitar aquela situação como definitiva. Professora de biologia, Cláudia passou meses pesquisando alternativas que pudessem complementar o tratamento convencional da mãe.
"Eu via minha mãe definhando na minha frente. Os remédios controlavam um pouco, mas ela continuava destruída. Eu não aceitava aquilo. Comecei a pesquisar estudos científicos, compostos naturais, qualquer coisa que pudesse ajudar", conta Cláudia.
Foi assim que ela encontrou o Diamelli — uma fórmula natural em gotas que combina ingredientes com respaldo científico para auxiliar no controle da glicemia.
"Minha filha me ligou e disse: 'Mãe, eu achei uma coisa. Me dá uma chance.' Eu falei: 'Cláudia, eu já tentei de tudo. Não existe milagre.' Ela falou: 'Não é milagre, mãe. É ciência. Me dá 30 dias.' Eu aceitei. Não porque eu acreditava. Aceitei porque eu vi o desespero nos olhos da minha filha. E se eu não tentasse por mim, eu tentaria por ela."
"No décimo dia, eu acordei diferente"
Maria José conta que os primeiros dias foram de descrença total. Mas algo começou a mudar no corpo dela de forma silenciosa — até que se tornou impossível de ignorar:
"Nos primeiros dias eu não senti nada. Pensei: 'Eu sabia, mais uma coisa que não funciona.' Mas lá pelo sétimo, oitavo dia, eu percebi que eu estava dormindo melhor. Eu não acordava mais às 3 da manhã com dor. E no décimo dia — eu lembro como se fosse hoje — eu abri os olhos de manhã e percebi que alguma coisa estava diferente. Eu não sentia aquele peso. Eu sentei na cama e... levantei. Assim. De uma vez. Sem precisar ficar 15 minutos me preparando. Eu fiquei parada de pé no quarto, olhando pras minhas pernas, sem acreditar."
"Na terceira semana eu tomei banho de pé. DE PÉ. Parece ridículo comemorar isso, né? Mas eu fiquei embaixo daquela água, de pé, firme, e comecei a rir. Rir sozinha debaixo do chuveiro como uma louca. Porque eu tinha esquecido o que era aquilo. Minha filha bateu na porta preocupada e eu gritei: 'Cláudia, eu tô de pé! Eu tô de pé, minha filha!' E nós duas choramos ali, ela do lado de fora e eu do lado de dentro."
"Eu voltei a existir"
Com o passar das semanas, as mudanças se acumularam de forma que Maria José descreve como "um milagre em câmera lenta":
"A formigação foi diminuindo até quase sumir. Eu voltei a sentir meus dedos. Voltei a segurar minha xícara de café sem medo de derramar. Um dia eu peguei minha agulha de costura e enfiei a linha no buraco da agulha — de primeira. Eu fiquei olhando pra aquilo e falei: 'Meu Deus, minhas mãos voltaram.' Eu costurei uma almofada inteira naquela tarde. Uma almofada inteira, chorando de felicidade."
"Depois de quase 3 anos, eu fui ao supermercado SOZINHA. Andei por cada corredor. Escolhi minhas frutas, meus legumes. Carreguei minhas sacolas. Voltei pra casa andando. Quando cheguei, coloquei as compras na mesa e liguei pra Cláudia. Ela atendeu e eu só falei: 'Filha, eu fui no mercado sozinha.' E ela começou a chorar do outro lado da linha."
Maria José com o neto Pedro no parque, algo que ela não conseguia fazer há anos: "Ele me vê de pé agora. Ele me vê viva." (Foto: Arquivo da família)
"Mas o dia que eu nunca vou esquecer foi quando o Pedro veio no sábado e eu falei: 'Vem, vovó vai brincar com você.' O olho dele brilhou de um jeito que... desculpa... [Maria José para de falar e chora por alguns segundos] ...ele não acreditou. Ele pegou na minha mão e me puxou pro quintal e nós ficamos lá por quase duas horas. Eu sentei no chão, montei Lego, corri atrás dele, empurrei ele no balanço. Quando ele foi embora, ele me abraçou e disse: 'Vovó, você ficou boa! Você ficou boa!' Eu vou morrer lembrando dessas palavras."
Os números confirmam a transformação
Maria José compartilhou seus exames com a reportagem. A redação teve acesso aos documentos originais emitidos pela UPA MG — Belo Horizonte, que comprovam a evolução clínica da aposentada. O exame mais antigo, de fevereiro de 2026, foi encontrado dobrado dentro de uma gaveta — a própria Maria José confessou que havia guardado o papel "com vergonha" e que não queria nem olhar para aqueles números de novo. Os números falam por si:
Exames de Maria José, da UPA MG de Belo Horizonte. O primeiro documento foi encontrado dobrado em uma gaveta — "eu tinha vergonha daquele número", disse. (Imagens cedidas pela família com autorização)
"Meu endocrinologista olhou pro exame, olhou pra mim, e falou: 'Dona Maria, o que a senhora está fazendo? Porque eu quero que continue.' Ele ficou impressionado. Disse que em 20 anos de carreira, poucas vezes viu uma melhora tão significativa", conta Maria José, orgulhosa.
O que é o Diamelli, afinal?
A reportagem investigou mais a fundo o produto mencionado por Maria José. O Diamelli é um suplemento natural em formato de gotas, desenvolvido a partir de uma combinação de compostos bioativos — entre eles a berberina, o picolinato de cromo, extrato de canela e outros ingredientes que vêm sendo estudados pela comunidade científica internacional por seus efeitos no metabolismo da glicose.
Diferente de medicamentos convencionais, o Diamelli não exige receita médica e pode ser utilizado como complemento ao tratamento já prescrito pelo endocrinologista. Segundo o fabricante, a fórmula foi desenvolvida com foco em três frentes: auxiliar na estabilização da glicemia, reduzir o cansaço crônico causado pelos picos de açúcar no sangue e contribuir para a proteção dos nervos periféricos — justamente o que causa a temida neuropatia diabética.
A apuração revelou que o produto é comercializado exclusivamente pelo site oficial e por meio de atendimento direto com profissionais de saúde via WhatsApp. Os valores variam conforme o kit escolhido: o frasco unitário, suficiente para 30 dias de uso, sai por R$ 147,00 (de R$ 197,00). Já o kit de 3 frascos — apontado como o mais vendido e recomendado para resultados consistentes — custa R$ 297,00, o que representa menos de R$ 100 por frasco. Para quem busca o tratamento completo, o kit de 5 frascos sai por R$ 397,00, com o menor custo por unidade.
Um ponto que chamou a atenção da reportagem é a garantia incondicional de 90 dias oferecida pelo fabricante. Na prática, isso significa que o consumidor pode experimentar o produto por até três meses e, caso não fique satisfeito com os resultados, solicitar o reembolso integral — sem perguntas e sem burocracia. Segundo a empresa, a política existe porque "a grande maioria dos clientes sente diferença já nas primeiras semanas".
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QUERO SABER MAIS →* Este conteúdo é de caráter informativo e não substitui a orientação médica profissional. Resultados podem variar de pessoa para pessoa. Consulte sempre seu médico antes de iniciar qualquer suplementação.